Da empresa para o campo: o que a seleção brasileira de Tite nos ensina

Da empresa para o campo: o que a seleção brasileira de Tite nos ensina

 

O futebol é indiscutivelmente uma paixão mundial, e tudo acaba culminando no maior evento de todos. A Copa do Mundo, esse ano em solo russo, nem começou e já deu muito o que falar. Será que a seleção brasileira superou o trauma vivido em 2014?

Mas e da perspectiva dos negócios, o que podemos aprender com o senhor Adenor Leonardo Bachi (Tite), atual treinador da amarelinha e homem de confiança para finalmente conquistar o sonhado hexa? Acompanhe nosso artigo!

1. O sucesso não é instantâneo

A carreira do Tite é um exemplo disso. Inicialmente como jogador, teve o auge na sua carreira quando conquistou o vice campeonato brasileiro de 1986 e 1987 com o Guarani de São Paulo. Pouco tempo depois, em 1989 encerrou sua passagem nos campos devido a uma série de graves lesões.

No ano seguinte, virou treinador. Mas o primeiro título veio só 10 anos depois, um campeonato gaúcho pelo Caxias. Em 2001, já pelo Grêmio, foi campeão da Copa do Brasil.  Depois disso, mais 7 anos de jejum, sem ganhar absolutamente nada. Só foi vencer novamente em 2008, campeão da copa Sul Americana com o Internacional.

Tite só venceu seu primeiro campeonato brasileiro em 2011, 21 anos após começar sua carreira como treinador, além da Libertadores e o Mundial de Clubes de 2012, todos com o Corinthians. A história de Tite nos mostra como a estrada para o sucesso pode ser longa, mas sempre compensa.

2. É necessário se atualizar sempre

Ao final dessa saga vitoriosa no clube paulista, Tite poderia ter se transferido para um clube Chinês ou do Oriente Médio, onde ganharia milhões. Ao invés disso, tirou o ano para estudar. Isso mesmo. Depois de conquistar todos os campeonatos na carreira de treinador, Tite estudou.

Isso reforça o quanto conhecimento nunca é demais, e o quanto pode ser recompensado. em 2015, de volta ao Corinthians, levantou o caneco do campeonato brasileiro. Em 2016 foi convidado para comandar a seleção brasileira.

3. Saber como aproveitar as habilidades de cada um

Tite nos ensina a diferença entre ser bom e ser o melhor. Para isso, podemos pegar exemplo de dois jogadores.

Na penúltima passagem pelo Corinthians, um jogador se destacava: Renato Augusto. Após sofrer algumas lesões, junto com a troca de treinador para Mano Menezes, Renato perdeu espaço e quase foi negociado. Quando Tite voltou ao comando do time paulista, Renato Augusto ganhou outra oportunidade, foi peça fundamental para a conquista do campeonato brasileiro e carimbou o passaporte para Rússia na Copa do Mundo 2018.

Também temos o exemplo de Danilo, atacante ex-corinthiano veterano, que apesar de habilidoso não conseguia jogar os 90 minutos de uma partida de futebol. Cabia ao Tite mediar quanto tempo esse jogador ficava em campo, assim extraindo o melhor dele nas oportunidades.

4. O trabalho em equipe é essencial

Claro que existem estrelas em um time de futebol, assim como aqueles profissionais que se destacam em uma empresa. Porém, não é possível conquistar grandes vitórias sozinho. O elenco da seleção brasileira atualmente, com apenas uma derrota na era Tite, é bem parecido com a mesma seleção brasileira que sofreu a derrota por 7×1 para a seleção alemã em 2014.

Mas então, o que mudou? O trabalho de um líder (seja ele treinador ou gerente de equipe) é guiar seus colaboradores além das tarefas, mas também na conscientização, em que cada um deve contribuir com o melhor que tem para buscar os melhores resultados.

5. Coloque a mão na massa

Já ouviu a expressão “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”? Tite segue o caminho oposto, e é o caminho que você também deve seguir para obter sucesso. O treinador sempre é visto em campo treinando seus jogadores, chutando bolas, trocando passes, juntos.

Apesar de ter uma equipe completa para fazer os trabalhos por ele, Tite escolhe estar ali, acompanhando seus jogadores de perto, e você líder deve o fazer também sempre que possível. Assim fica mais fácil para chamar atenção ou elogiar em uma determinada situação.

Por fim, a confiança é um elemento essencial para você e seus colaboradores. Não espere caminhos fáceis, sempre haverão obstáculos. O importante é não perder a esperança, e como dizem, “o jogo só acaba quando termina”!

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