Como os millennials tem transformado as relações nas organizações?

Como os millennials tem transformado as relações nas organizações?

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A Geração Y, também conhecida como Geração Millennials, está dominando o mercado de trabalho ao longo da última década. Nascidos entre 1980 e 2000, esses jovens cresceram na era da informação, são nativos digitais e se comunicam muito bem por meio da internet. São filhos da globalização, multiculturais e tolerantes.

De acordo com pesquisa publicada pela revista Visão, a diferença entre eles e as gerações anteriores é o fato de estarem inseridos no contexto das transformações tecnológicas e sociais.

Esses jovens se revelam bem mais capacitados do que seus antecessores: são racionais ao consumir, menos fiéis às marcas, se preocupam com a conservação do planeta e valorizam a experiência, não a posse.

Estão mudando drasticamente as relações de trabalho e feito empresas reverem importantes conceitos, inclusive de hierarquia. Quer saber como os millennials têm transformado as relações nas organizações? Então continue a leitura!

Desejam ser felizes no trabalho

A Geração Y pretende atuar em empresas que oferecem boas condições de trabalho, em ambientes com níveis de satisfação positivos e com oportunidades de desenvolvimento de competências.

Procuram organizações que sejam capazes de impactar positivamente na vida das pessoas. Ou seja, querem perceber valor no trabalho que executam e buscam um significado para tudo o que fazem. Pagar as contas já não é o objetivo principal.

Além disso, eles já não estão disponíveis para virar a noite na empresa. Embora o lado material não seja o mais relevante para eles, esses jovens continuam a dar muita importância para a remuneração. Desejam um bom salário, mas também estão de olho nos benefícios, como bolsas de estudos, planos de saúde e convênios com faculdades e outras instituições que tenham interesse.

São impulsivos e não gostam de rotinas

Ainda de acordo com a publicação da revista Visão, os Y’s são muito impulsivos e possuem uma insatisfação natural. Faz parte da sua natureza uma necessidade constante de mudança e eles também buscam desafios permanentes. Assim, as empresas possuem grande dificuldade de retê-los, pois esses jovens não gostam de rotinas.

São uma geração que se mostra mais insatisfeita do que qualquer outra, porque demandam muito em termos de qualidade de vida. Não basta apenas ter um excelente salário no fim do mês.

Eles sempre buscam a satisfação no trabalho e demandam grandes esforços das empresas para proporcionar experiências favoráveis à permanência deles em seus cargos. Os esforços vão desde clima organizacional positivo até planos de carreira mais concretos.

Mudam de emprego com frequência

As empresas já entenderam que essa nova geração de trabalhadores não vê empecilhos para mudar de trabalho. O receio de antes agora cede lugar a uma agitação interna.

Ao perceberem estagnação em suas atividades, os Y’s deixam seus cargos em busca de aprendizados, novos desafios e, principalmente, novas experiências. Eles associam a estagnação à infelicidade, e isso não faz parte do propósito de vida deles.

A publicação Brasileiros, citando pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), divulgou uma reportagem onde revela que os jovens profissionais perdem o emprego com maior frequência do que os mais experientes. De acordo com o estudo, em média, sete em cada dez profissionais Y’s desligam-se de seus cargos no decorrer de 12 meses.

O índice de desligamento entre os mais experientes gira em torno de 41,3%, contra aproximadamente 65% dos millennials. E, ainda, segundo pesquisa da Deloitte, 66% dos millennials espera deixar o atual emprego até 2020.

São empreendedores

A pesquisa da IPEA revelou ainda que os jovens brasileiros estão mais dispostos a empreender do que as gerações anteriores. Isso porque os millennials começaram a entrar no mercado de trabalho e a questionar certos valores, antes tão tradicionais à Geração Baby Boomers.

Atualmente, os Y’s tornam-se empreendedores antes que seus pais, aos 27 anos. A média para a geração anterior era de 35 anos, e isso acabou fazendo com que eles sejam melhores remunerados que seus antecessores.

Com certeza, o acesso à tecnologia colaborou para que esses jovens superassem os números de seus pais no mercado de trabalho. Eles amadureceram com o desenvolvimento das novas formas de se comunicar e estão acostumados a dividir suas experiências nas redes sociais.

Eles ganham mais que as gerações anteriores

De acordo com artigo publicado na revista Forbes Brasil, esses jovens recebem melhor do que seus pais. Os cerca de 6,2 milhões de millennials espalhados pelo planeta ganham, em média, US$ 100.000 por ano, mais de 77% do que seus progenitores recebiam quando tinham a mesma idade. Parte dessa realidade pode ser relacionada ao fato de que cresceram para gerenciar seus próprios negócios.

Outra questão que influenciou a mudança no mercado de trabalho é que a Geração Y vem equilibrando bem um grande volume de trabalho com vida pessoal, visto que 91% destes jovens, segundo um estudo da agência Allstate, considere a carreira um fator importantíssimo para alcançar a felicidade. Em comparação, 71% da Geração Baby Boomers considerava o mesmo.

Buscam por desenvolvimento pessoal

Uma pesquisa da empresa SAP, companhia global especializada em softwares para organizações, realizada em parceria com a Oxford Economics, demonstrou que o desenvolvimento profissional está entre os três fatores que favorecem a lealdade e o engajamento dos colaboradores da Geração Y no mercado de trabalho.

Dessa forma, o treinamento e o desenvolvimento se tornaram imprescindíveis para que as empresas atraiam e retenham esses talentos. De acordo com a vice-presidente de Recursos Humanos da SAP América Latina e Caribe, Paula Jacomo, nos EUA, a Geração Y considera o desenvolvimento profissional como o fator mais relevante para permanecer em uma empresa.

Não há dúvidas de que os millennials têm revolucionado o mercado de trabalho nas organizações.

Hoje, eles são o foco dos departamentos de Recursos Humanos das empresas, pois, em menos de 10 anos, irão corresponder a 75% da força de trabalho no mundo. Alinhar as expectativas desses jovens profissionais para extrair o melhor que eles podem oferecer é o grande desafio de toda a liderança e gestores de RH.

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